Preenchimento Definitivo com PMMA em Porto Alegre

Polimetilmetacrilato é um polímero sintético criado em 1902, utilizado na medicina desde 1940 e empregado no aumento de tecidos desde 1989. Conhecido apenas como PMMA, o produto é utilizado em forma de microesferas para criação de quantidade, especialmente aumento de glúteos. O implante definitivo biologicamente compatível com o corpo é combinado a um gel de carboximetilcelulose para que possa ser injetado sem cortes através de agulhas sem ponta extremamente finas chamadas de microcânulas.

Sua utilização permite um aspecto mais natural em função da maior maleabilidade e do reduzido tempo de recuperação quando comparado à cirurgia plástica para implante de silicone. Além disso, a taxa de complicação de implantes de PMMA é de menos de 1%, conforme pesquisa divulgada em 2016 durante o 1º Simpósio Consenso Brasileiro de Implantes Infiltrativos PMMA.

A aplicação do PMMA só pode ser realizada após avaliação médica presencial, atendendo o artigo 37 do Código de Ética Médica (resolução 1931/2009) onde diz que é vedado ao médico “prescrever tratamento ou outros procedimentos sem exame direto do paciente, salvo em casos de urgência ou emergência e impossibilidade comprovada de realizá-lo, devendo, nesse caso, fazê-lo imediatamente após cessar o impedimento”. Durante a consulta serão observados o aspecto físico e o histórico clínico do paciente podendo ou não ser indicado o preenchimento com PMMA. Caso seja considerado apto ao procedimento o paciente poderá realizá-lo no mesmo dia, no próprio consultório e com anestesia local. Após o implante, a única restrição é a realização de exercícios físicos por sete dias.

Utilizado na medicina há mais de 70 anos, as aplicações do polimetilmetacrilato são diversas, incluindo composição do cimento ósseo, lente intra ocular, resina do dente, fechamento de calota craniana e muitos outros. O material começou a ser utilizado para aumento de tecidos em 1989 pelo cirurgião plástico alemão Dr. Gottfried Lemperle. A aplicação do PMMA costuma ter tanto finalidade estética quanto reparadora, como nos casos da recuperação de pacientes com lipodistrofia, síndrome de Poland, lábio leporino, pé torto congênito, síndrome de Parry Romberg, entre outros.

O PMMA geralmente é empregado em implantes corporais, especialmente para preenchimento de glúteo, mas também pode ser utilizado na região facial, incluindo queixo, mandíbula, maçã do rosto e correção de cicatrizes, se houver indicação médica. Sua aplicação também acontece no âmbito do rejuvenescimento, permitindo a reposição da quantidade óssea, muscular e de gordura perdido com o envelhecimento. Nesses casos o polimetilmetacrilato é o implante mais indicado, em função de produzir um efeito mais consistente quando comparado aos implantes temporários como o ácido hialurônico, resultando também em custos menores para aplicações em grandes quantidades, como no caso dos glúteos.

Devido à característica mais densa do polimetilmetacrilato, o médico precisa ter cuidado adicional na distribuição para evitar nódulos, assim como evitar a aplicação em regiões superficiais para evitar edema tardio. Em função dessa maior consistência, o PMMA não é indicado para preenchimento de lábios, podendo afetar a naturalidade da aparência. O PMMA também não é utilizado para aumento de seios, pois pode mascarar ou dificultar o diagnóstico do câncer de mama.

PMMA NÃO É HIDROGEL

Produtos como o hidrogel e o silicone líquido não são alternativas ao PMMA por serem substâncias proibidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. A aplicação de PMMA só pode ser realizada por médicos. Nenhum outro profissional está apto a realizar o procedimento. Esteticistas, técnicos em enfermagem, enfermeiros e biomédicos não possuem formação adequada para realização de nenhum tipo de preenchimento, seja ele permanente ou temporário. Além disso, tanto os produtos utilizados quanto a higiene do local precisam ser aprovados pela Anvisa para oferecer o menor risco ao paciente. Uma pesquisa rápida no Google permite identificar quais são as marcas de PMMA liberadas para comercialização no Brasil, sendo recomendado também solicitar ao médico a conferência de lote e validade do produto antes da aplicação.

O PMMA é o único implante permanente liberado pela ANVISA. Embora seja implantado no paciente sob a forma líquida, através do gel de carboximetilcelulose, o produto é sólido na sua essência e incentiva a produção tecidual e de colágeno. Ao serem injetadas as microesferas mantém sua posição devido a estabilidade promovida pela propriedade viscosa do gel. Entre sete e 21 dias o veículo de carboximetilcelulose que transportou o PMMA para dentro do corpo será absorvido pelo organismo, que se encarregará de envolver as microesferas com um novo tecido, impedindo que o PMMA migre.

A quantidade de PMMA no veículo varia entre concentrações de 2%, 10% e 30% sendo cada uma indicada para preenchimento de partes diferentes do corpo. Para ser liberado pela Anvisa o produto precisa ter microesferas com diâmetro entre 30 e 50 micras (a milionésima parte do metro) e superfície lisa. Partículas menores e com irregularidades na superfície são facilmente fagocitadas, formando granulomas, enquanto partículas maiores tem efeito reduzido na estimulação do colágeno e produção tecidual, além de oferecerem maior resistência ao atravessar as finas microcânulas, o que pode dificultar a sensibilidade do médico no momento da aplicação e prejudicar o equilíbrio na distribuição do PMMA. Interfere ainda na qualidade do produto a pureza do veículo, que se contaminado pode causar infecção.

O PMMA é atualmente utilizado em ortopedia, odontologia, oftalmologia e estética. Ao contrário dos outros preenchedores o polimetilmetacrilato não ocasiona reação alérgica ou rejeição e também não infecciona tardiamente, pois o nascimento do novo tecido impede que o gel sirva como meio de cultura bacteriana. Veja mais sobre os riscos do preenchimento.

Uma concentração média, 20% de PMMA, significa cinco milhões de micropróteses por ml, sendo cada uma delas responsável por estimular 80% de sua quantia em tecido do próprio paciente. Essa resposta mostra que a maioria da quantidade criado com PMMA é composto de tecido novo, o que significa não apenas uma aparência natural, mas também imperceptível ao toque.

Chama-se de preenchimento pan facial a aplicação de PMMA em diversas partes do rosto variando planos e concentrações. Além de repor e criar harmonia redefinindo o contorno da face, este tipo de tratamento também reduz a flacidez da pele pois estimula a produção de colágeno, outra propriedade natural do polimetilmetacrilato. Para o rejuvenescimento podem ser adicionados como tratamentos complementares o laser CO2 fracionado e toxina botulínica, produzindo resultado duradouro e importante ganho na qualidade da pele.

A utilização de microcânulas sem ponta para implante de PMMA evita a perfuração de vasos sanguíneos e a injeção do produto no sistema circulatório, o que pode impedir a nutrição celular e causar necrose. O implante com microcânulas também diminui hematomas e inchaço, devido à redução dos danos em vasos e nervos. Lembrando que a obstrução da circulação não é um risco apenas do PMMA, podendo ocorrer com qualquer um dos implantes líquidos.

PMMA É UM PRODUTO SEGURO

O preenchimento é um procedimento médico e como tal está sujeito a riscos. Conforme pesquisa divulgada durante o 1° Simpósio Consenso Brasileiro de Implantes Infiltrativos PMMA em 2016, que analisou mais de 85 mil casos de implantação do produto realizados por 36 médicos de todo o Brasil, o índice de complicações do preenchimento com polimetilmetacrilato é de 0,823%. Esse resultado nos permite inferir que as adversidades são, na verdade, menos frequentes do que as aplicações bem sucedidas. No entanto acabam ganhando destaque por serem casos esporádicos. A divulgação dessas ocorrências tem um importante papel no alerta à sociedade da atuação de profissionais não médicos que realizam preenchimento com PMMA em locais sem condições de higiene e com produtos não aprovados pela Anvisa. Contudo, devemos frisar que não são a maioria dos casos, o que nos permite dizer que o preenchimento com PMMA é um procedimento seguro, desde que obedeça as condições necessárias para sua adequada realização, como qualquer outro procedimento médico.

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